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O desemprego friccional ou desemprego natural deve-se ao dinamismo do mercado de trabalho e ocorre porque muitas pessoas estão “entre empregos”, ou seja, acabaram de sair de um emprego e há um lapso de tempo até que elas achem outro emprego ou até mesmo que os empregadores do ramo saibam que sua mão-de-obra está disponível. Para evitar este tipo de desemprego ou diminuir este lapso de tempo, uma alternativa seria a criação de agências que divulgassem as vagas abertas de emprego, ou ainda a criação de um banco de dados que dispusesse destas informações.
Gabarito: A
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Vamos
diretamente à análise das assertivas:
a) a taxa natural de desemprego reflete o desemprego
friccional. Este desemprego ocorre mesmo em uma situação de equilíbrio de
mercado onde a oferta de mão-de-obra é igual à demanda por mão-de-obra, e é
devido ao fato de que algumas pessoas estarão “entre empregos” (lapso de tempo
entre a saída de um emprego e a entrada em outro) devido ao dinamismo do
mercado de trabalho.
b) Correta.
c) o pleno emprego representa a situação em que há
apenas desemprego friccional.
d) o pleno emprego, na verdade, indica apenas a
existência de desemprego friccional. Se a economia está abaixo do pleno
emprego, há, além do desemprego friccional, desemprego cíclico (por
insuficiência de demanda).
e) foi apresentado o conceito de desemprego cíclico.
Gabarito: B
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A questão aborda a teoria dos salários de eficiência,
que são salários acima do equilíbrio de mercado. Antes, porém, algumas
definições:
- Risco moral (moral
hazard): é um tipo de falha de mercado, mais
especificamente devido à existência de informações assimétricas no mercado (quando
vendedores e compradores possuem diferentes informações sobre o produto a ser
transacionado – uma das partes detém informações que não estão disponíveis para
a outra parte). O exemplo mais clássico e mostrado em livros é o mercado de
seguros de automóveis. Neste mercado, após a assinatura do contrato de seguro,
o segurado sente-se mais tranqüilo em relação ao seu automóvel e pode deixar de
tomar várias medidas de segurança em virtude de o veículo estar segurado. No
entanto, por outro lado pode haver segurados, que mesmo fazendo o seguro do
carro, continuem a tomar todas as precauções possíveis para evitar o roubo de
seu veículo. No fim, a empresa de seguros, ao firmar os contratos, não sabe
quem efetivamente vai cuidar ou não da segurança de seu carro, e o resultado é
bastante previsível: ela vai aumentar o prêmio do seguro para todos, de forma
que os bons pagarão pelos maus. Trazendo agora para o mercado de trabalho, o
risco moral ocorre quando o contratado por determinada empresa faz corpo mole
no trabalho. Neste caso a empresa, ou vai incorrer em gastos adicionais para
fiscalizar os empregados, ou vai diretamente reduzir os salários de todos os
empregados, novamente, os bons pagarão pelos maus.
- Desemprego de
espera: é o desemprego voluntário de alguém que
espera por um emprego que atenda a suas condições específicas. Exemplo: vamos
supor que alguém se formou em administração na Universidade de Harvard e depois
voltou para o Brasil. Esta pessoa sabe que sua mão-de-obra é altamente
qualificada, desta forma ela poderá recusar várias ofertas de trabalho por
achar que estas ofertas não estão a sua altura em termos de remuneração e
condições de trabalho. Este indivíduo provavelmente só aceitará trabalhar em
firmas que paguem salários de eficiência (acima do equilíbrio).
Vistos os conceitos vamos falar sobre a teoria de
salários de eficiência.
Imagine que o mercado de professores esteja pagando um
salário de equilíbrio de R$ 50,00 hora/aula. No entanto, um determinado curso pode
querer pagar um salário acima de R$ 100,00 hora/aula tendo em vista os
seguintes objetivos:
- proporcionar
mais saúde ao trabalhador. Com uma
remuneração mais alta, o trabalhador se alimentará melhor, terá uma melhor
saúde, faltará menos ao trabalho e, por fim, terá mais disposição para
trabalhar.
- reduzir o
corpo mole, a cera, a acochambração. Aqui o objetivo, em outras palavras, é
evitar o risco moral, pois o trabalhador pensará duas vezes antes de fazer
cera, já que ele sabe que é muito bem remunerado e que se for demitido, será
remunerado por outras empresas pelo salário de mercado, que é menor que o que
ele recebe.
- maior
probabilidade de contratar o melhor. Se houver bons professores que só
aceitam receber a partir de R$ 80,00 hora/aula, este curso aumentará a
probabilidade de contratar estes bons professores, ao passo que se ela pagasse
R$ 50,00, estes bons professores nem se candidatariam ao trabalho.
- evitar a
rotatividade da mão-de-obra. Pagando salários de eficiência, a firma evita
que seus quadros busquem outros empregos ou oportunidades em outras empresas,
evitando a rotatividade da mão-de-obra, que tem um custo alto para as empresas,
já que elas incorrem em gastos para treinamento do novo funcionário, além do
que a produtividade de novos empregados é muito baixa logo quando eles chegam
ao novo trabalho.
Vamos à análise das alternativas:
I – Correta.
II – Correta. Reduzir o risco moral é um dos objetivos
dos salários de eficiência.
III – Correta. A teoria de salário eficiência implica rigidez salarial do ponto de vista que o salário não é diminuído, caso contrário poderá até deixar de se enquadrar como salário eficiência e assim a empresa não atingirá seus objetivos listados acima. Os salários eficiência podem criar desemprego de espera, fazendo com que profissionais mais capacitados decidam ficar desempregados esperando uma possível contratação por uma empresa que pague estes salários eficiência maiores que os de mercado.
Gabarito: D
Este é o
tipo de questão difícil de ser estudada, e que deve ser respondida pelo uso do
conhecimento do dia-a-dia e, principalmente, bom senso.
Nos recentes últimos anos tem
sido observada uma diminuição da taxa de desemprego (um dos motivos da alta
popularidade do presidente Lula em seus mandatos e que possibilitou a eleição da presidente Dilma), porém as condições de trabalho não têm
melhorado tanto. O subemprego, a rotatividade da mão-de-obra, a sonegação fiscal e a
informalidade têm aumentado. A letra C está incorreta pois diz exatamente o
contrário do que explicado acima.
Gabarito: C
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Assertiva I: Correta. A expansão de vários setores da
indústria brasileira (petróleo, siderurgia, indústria de base) durante os
governos militares fez aumentar a demanda por mão-de-obra qualificada. Desta
forma, quem era qualificado (tinha diploma de nível superior, que na época era
um grande diferencial) auferia bons rendimentos. Do outro lado da moeda, como a
oferta de mão-de-obra não qualificada era grande, seus rendimentos ficavam
muito aquém daqueles trabalhadores que eram qualificados, havendo, assim, uma
grande diferença de padrão de vida entre os qualificados e não qualificados.
Assertiva II: Correta. O fechamento de sindicatos
certamente diminui o bem-estar dos trabalhadores não qualificados, justamente
os que auferem menos renda, piorando a distribuição de renda. Já a política
salarial dos anos 70, por parte do governo, caracterizou-se pelo arrocho do
salário mínimo. Enquanto o PIB crescia a altas taxas, o salário mínimo
decrescia, ocasionando piora na distribuição de renda.
Assertiva III: Incorreta. Nos anos 70 houve uma
redução substancial da taxa de desemprego devido aos sucessivos aumentos do PIB
brasileiro (época do milagre econômico).
Gabarito: E
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É isso aí pessoal! Por hoje é só!
Aproveito também para informar que está praticamente confirmado que devo gravar um curso completo de Economia do Trabalho (aprox. 25 horas) no início de Setembro.
Abraços e bons estudos!
Heber Carvalho
hebercarvalho@euvoupassar.com.br