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09/11/2008

Provas do CESPE/UNB - assuntos mais cobrados.




Olá, amigos do "euvoupassar"… Como estamos?? E a nossa preparação??

 

Aos poucos volto a escrever regularmente. Como disse anteriormente, estava finalizando alguns conteúdos para o meu livro, que já se encontra no "forno". Sairá na próxima semana, se Deus quiser.

 

Hoje, gostaria de escrever alguns conselhos para os "concurseiros" que farão provas elaboradas pelo CESPE/UNB – em especial para os meus alunos de Salvador/BA, os quais em breve prestarão prova para o TRT daquele Estado.

 

O concurso para o TRT/BA se aproxima (dia 23/11). A tensão é imensa... Na última vez que lá estive, na semana passada, vários alunos – desesperados – queriam saber quais os pontos mais importantes da gramática normativa que eles deveriam revisar. Outros chegaram a pedir-me nomes de gramáticos para estudar. Olha, gente, agora não é mais hora para esse tipo de pergunta. Agora, é hora de "resolver questões" – eis a chave do sucesso. Pegar provas do CESPE/UNB e "mandar balas". Em véspera de prova, não dá mais para estudar teoria em profundidade. Agora é treino... treino e mais treino... e trabalhar em cima dos eventuais erros.

 

Uma sugestão: procurem resolver provas antigas. Às vezes, as bancas repetem questões que caíram em provas antigas – mudam o enunciado e "pimba!": tá lá um item que foi cobrado em provas passadas.

 

Para ajudar selecionei alguns pontos que certamente serão cobrados pela banca.

 

A. Cuidado com o emprego das preposições (eis um dos pontos principais – a regência): o CESPE em suas provas sempre questiona o "emprego" e/ou a "supressão" de preposições. Observe abaixo:

 

- O emprego da preposição “de” em “Não há dúvida de que” (L.1) justifica-se pela regência da forma verbal “há”.

 

- Como na seqüência há um complemento oracional, a omissão da preposição “de” em “Não há dúvida de que” (L.1) também estaria de acordo com as exigências da norma escrita culta.

 

Comentário: Os dois itens acima, extraídos da mesma prova, versam sobre o período abaixo:

 

 "Não há dúvida de que, no início do século XXI, os Estados Unidos da América chegaram mais perto do que nunca da possibilidade de constituição de um “império mundial”.

 

Ora, a preposição "de" – após o substantivo "dúvida" – não foi empregada em virtude do verbo "haver" que, diga-se de passagem, no sentido de "existir, ocorrer, realizar-se, acontecer" é um verbo "impessoal, transitivo direto". Logo, o item está errado.

 

O item 2 é uma questão não muito rara em se tratando de prova do CESPE – omissão da preposição nos complementos nominais oracionais. Como se sabe, o complemento nominal em termo simples exige a preposição; já no complemento nominal oracional, a preposição – por se tratar de um complemento de uma base transitiva direta – é facultativa. Logo, o item 2 está correto.

 

B. Cuidado com o emprego da preposição na comparações de inferioridade e de superioridade. Observe:

 

- Mantêm-se a correção gramatical do período e as informações originais do texto ao se eliminar a palavra sublinhada em “mais perto do que nunca” (L.2-3).

 

Comentário: Como se sabe, nas comparações de superioridade e de inferioridade, a preposição que antecede a oração comparativa é sempre facultativa. Logo, "mais perto do que nunca" ou "mais perto que nunca" são construções corretas. Item correto, portanto.

 

C. Cuidado com o emprego dos tempos e dos modos verbais (notadamente os tempos do modo subjuntivo e suas correlações). À semelhança da Fundação Carlos Chagas, o CESPE frequentemente cobra tanto o emprego dos tempos e modos verbais quanto a correlação entre esses tempos e modos. Observe:

 

- O emprego do futuro do pretérito em “significaria” (L.5) é decorrente do emprego de estrutura antecedente que tem valor condicional, formada por verbo no imperfeito do subjuntivo.

 

Comentário: Duas correlações são bastante cobradas em provas: (futuro do presente do indicativo – futuro do subjuntivo e futuro do pretérito do indicativo – pretérito imperfeito do subjuntivo). Percebe que a banca, mais uma vez, cobrou a segunda. Logo, o item está correto, pois o futuro do pretérito do indicativo se correlaciona com o pretérito imperfeito do subjuntivo. Observe o período:

 

"Mas, se o mundo chegasse a esse ponto e constituísse um império global, isso significaria — ao mesmo tempo e por definição — o fim do sistema político interestatal."

 

D. Cuidado com o emprego do acento grave. (Muito cuidado com este assunto, pois o CESPE alterna perguntas bobas com perguntas capciosas, ardilosas.)

Os 3 sinais indicativos de crase empregados à linha 8 têm justificativas diferentes, e dois deles podem ser omitidos sem prejuízo para a correção gramatical do período.

 

Comentário: Primeiro observe o período abaixo:

 

"... por isso, o tratado internacional tem sido considerado norma de natureza ordinária, e, conseqüentemente, é sujeito à modificação, à revogação e à alteração por qualquer legislação ordinária,..."

 

Boa pergunta. Observe que a banca primeiro afirma "têm justificativas diferentes". O que de imediato pode ser constado como "falso" pelo candidato, uma vez que todos os acentos se justificam pela regência do substantivo "sujeito". Ademais, retirar dois não faz sentido algum. Poderiam ser retirados todos os acentos, empregando-se os substantivos em sentido genérico. Portanto, item totalmente falso.

 

 

E. Cuidado com as perguntas que versam sobre função sintática dos termos. (Geralmente são fáceis, mas é bom ficar atento)

 

- Nas linhas 10 e 11, pela presença das preposições, é correto afirmar que os elementos “da lógica”, “da história passada” e “do sistema mundial” têm a mesma função sintática no período, pois complementam a palavra “análise”.

 

Comentário: Questão facílima. Basta observar rapidamente o período para perceber que o item está errado. Veja o período:

 

"...mas são idéias ou projetos que não têm nenhum apoio objetivo na análise da lógica e da história passada do sistema mundial."

 

Perceba que os termos "da lógica" e "da história" estão subordinado ao vocábulo "análise" enquanto o termo "do sistema mundial" está subordinado à "história passada". Logo, os dois primeiros são "complementos nominais" do termo "análise". Já "do sistema mundial" é um "adjunto adnominal" para o termo "história passada".

 

F. Cuidado com o assunto "pontuação". (Geralmente as questões são fáceis e dizem respeito a substituições de pontuação.) Observe abaixo:

 

Os sinais de parênteses nas linhas de 12 a 15 têm a função de organizar as idéias que destacam e de inseri-las na argumentação do texto; por isso, sua substituição pelos sinais de travessão preservaria a coerência textual e a correção do texto, mas, na linha 15, o ponto final substituiria o segundo travessão.

 

Comentário: Primeiramente observe o período:

 

"Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre a autonomia da vontade do agente ético (a decisão emana apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dos valores morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao sujeito). Esse conflito..."

 

O item está totalmente correto. Perceba que o "xis" da questão é a substituição de pontuação. Como sabemos os sinais de pontuação "vírgula", "ponto e vírgula", "travessão", "parênteses" e "dois pontos" apresentam empregos bem semelhantes. Na questão, cobra-se a troca dos parênteses pelo travessão – substituição bem plausível. Apenas um ponto – como após o último parêntese ocorre um ponto, não há a necessidade de se colocar um travessão nesse lugar, pois o ponto por si só é suficiente.

 

Pois, é!! Esses são alguns pontos que frequentemente caem em provas do CESPE/UNB.

 

No próximo artigo, voltarei a tratar de outros assuntos bastante cobrados.

 

Um grande abraço.

 

Soli Deo Gloria.

 



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